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O Varejo Vai Continuar Crescendo!

09/07/2013
Mudanças no cenário econômico não devem afetar o desempenho do varejo até o final do ano. Apesar da alta da inflação, alta do dólar, redução do superávit da balança comercial, manifestações populares e até do desmonte das empresas X de Eike Batista, outros fatores permitem afirmar que as vendas no varejo continuarão a crescer.
O varejo depende em primeiro lugar do nível de empregos e neste  quesito estamos bem, o país trabalha quase a pleno emprego. Enquanto houver emprego para a classe média, o consumo está garantido, pois as famílias precisam se alimentar, se vestir, educarem seus filhos, visitar os médicos e se divertir.
Outro fator são os salários. Aqui pode haver um problema caso a inflação saia de controle. A inflação corrói os ganhos dos assalariados e isso pode afetar o consumo, mas não chegamos a esse ponto, talvez em alguns itens mais supérfluos.
O terceiro fator fundamental é o crédito para o consumo. Há disponibilidade de recursos para comprarmos bens duráveis e semi-duráveis em parcelas sem juros no cartão. Nos automóveis, as taxas são atraentes o que faz as vendas aumentarem em relação ao mesmo período do ano anterior.
Mesmo com a alta da Selic não deveremos ver impactos maiores no consumo, pois a elevação não será tão grande assim neste ano.
Emprego, renda e credito dão fôlego suficiente às vendas no varejo pelo lado do consumidor.
Para que não fique nenhuma dúvida, de quebra temos o bônus populacional que nos garante até 2050 a presença da grande maioria da população em idade economicamente ativa. Gente trabalhando é gente consumindo e essa condição, poucos países terão!
Pelo lado das empresas, estas continuam a investir na abertura de novas lojas, ainda não ouvimos nada sobre redução nos investimentos. Idem em relação aos fabricantes, pois são eles que abastecem os pontos de venda.
Shoppings, e-commerce, farmácias, franquias, lojas de alimentos com preços baixos, segmento da moda inclusive do luxo, todos estes estão crescendo muito acima da média do crescimento nacional, portanto, xô crise!
Mudanças teremos, queremos, são necessárias, mas não vamos dar ouvidos ao pessimismo ou ao medo, ao contrario, vamos vencer, superar dificuldades de momento e fechar bem o ano.
Vamos aproveitar a força dos movimentos populares para tornar o mercado menos burocrático, melhor em infra-estrutura, formando gente mais preparada e com disponibilidade maior de produtos com qualidade.
O nosso mercado é privilegiado com mais de 150 milhões de consumidores de classes média e alta, muitas empresa estrangeiras se dirigem para cá, enfim acreditamos na força do varejo, acredite você também.

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